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DISCOGRAFIA – Follow That Dream - 2011

CD: GUITAR MAN

Canções:

CD 1:

1)
Guitar Man »

2) Tomorrow is a Long Time »

3) Big Boss Man »

4) Love Letters »

5) Indescribably Blue »

6) Fools Fall in Love »

7) High Heel Sneakers »

8) Down in the Alley »

9) Come What May »

10) Mine »

11) Just Call Me Lonesome »

12) You Don't Know Me

13) Singing Tree »

14) I'll Remember You »

15) Beyond the Reef (versão misturada) »

16) Guitar Man (takes 1, 2, 5) »

17) Tomorrow is a Long Time (takes 1, 2) »

18) Big Boss Man (take 2) »

19) Love Letters (take 2) »

20) Fools Fall in Love (takes 1, 4) »

21) High Heel Sneakers (take 5) »

22) Down in the Alley (take 1) »

23) Come What May (take 2) »

24) Singing Tree (take 1) »

25) I'll Remember You (mistura com voz, take 2) »
CD 2:
1)
Down in the Alley (takes 2, 3, 4) »

2) Down in the Alley (take 6) »

3) Love Letters (takes 3, 4, 5, 7) »

4) Love Letters (take 8) »

5) Beyond the Reef (takes 1, 2,  original por tratar) »

6) Come What May (takes 3, 4) »

7) Come What May (take 6) »

8) Come What May (take 7) »

9) Indescribably Blue (mistura com voz, take 1) »

10) I'll Remember You (original por tratar, mistura com voz) »

11) Guitar Man (takes 7, 9) »

12) Guitar Man (take 10) »

13) Guitar Man (takes 11, 12 - por tratar/original por editar) »

14) Big Boss Man (takes 1, 3, 4, 5) »

15) Big Boss Man (takes 7, 9) »

16) Singing Tree (takes 2, 4) »

17) Singing Tree (take 8) »

18) Singing Tree (takes 10, 13) »

19) Just Call Me Lonesome (takes 3, 4) »

20) Just Call Me Lonesome (takes 5, 6) »

21) High Heel Sneakers (takes 1, 6) »

22) High Heel Sneakers (take 7, original por tratar) »

23) You Don't Know Me (take 2)

24) Singing Tree (remake, takes 1, 2, 3) »


Referência:
(Dinamarca) BMG FTD 506020-975021

Data de Lançamento:
Abril de 2011 


Informação adicional:
Gravações em estúdio e outtakes, gravados no Studio B da RCA, em Nashville, em 1966  1967. Esta é uma edição especial de colecionador, com capa tripla desdobrável de 7 polegadas (17,5 cm). Inclui um livrete de 12 páginas com factos e informações de "Bastidores" sobre a "sessão que foi cancelada."
Este título já foi descontinuado do catálogo da FTD.


Duração: 79:16 / 79:16























 

BASTIDORES

Poucos argumentarão que os meados dos anos 60 foram a parte mais complicada da carreira discográfica de Elvis Presley. As muitas banda sonoras cinematográficas pareciam disponibilizar cada vez menos êxitos, canções que faziam muito mais sentido nos filmes do que nos discos e atuações com pouca imaginação por parte de Elvis e as suas bandas. A sua "verdadeira" carreira em estúdio tinha estado em suspenso desde junho de 1963, com exeção de apenas novas gravações em estúdio durante um período de três anos, duas delas regravações de canções das sessões de maio de 1963. Aparentemente completamente desincronizado com as novas tendências musicais, Elvis só se podia ouvir nas bandas sonoras dos seus filmes e numa série de singles retirados dos arquivos ou de anteriores lançamentos em álbum.

Quando por volta da primavera de 1966 Elvis decidiu voltar a entrar em cena, escolheu um repertório que estava longe dos seus tempos gloriosos de cantor de rock and roll.  Lançaram-se três baladas em single: Love Letters, If Every Day Was Like Christmas e Indescribably Blue e, apesar de serem todas muito boas, nenhuma delas fez grande diferença num mundo que celebrava novos artistas com os Beatles, os Rolling Stones, os Beach Boys e Bob Dylan. Elvis não gravou canções suficientes para fazer um novo álbum pop, mas em vez disso escolheu prioritarizar a gravação de um novo álbum de música gospel. How Great Thou Art viria a ser uma das suas maiores conquistas artísticas, algo que passou despercebido à maior parte das pessoas na altura, até finalmente ter ganho um Grammy no início de 1968.

As sessões de maio/junho de 1966 produziram uma mão cheia de canções adicionais. Fools Fall in Love e Come What May, dois dos lados B de singles, eram agradáveis, mas não versões significativas de material dos anos 50 ou de R&B, como era o caso da bem apanhada Down in the Alley. Esta última foi uma das três gravações das sessões que foi acrescentada como canção bónus na banda sonora um pouco acima da média de Spinout, simplesmente pelo facto que a banda sonora só tinha 9 canções. Outra foi a bonita canção I'll Remember You, mas foi a última desse trio de canções, uma versão de Tomorrow is a Long Time de Bob Dylan, que detinha a promessa de um "novo" Elvis Presley a emergir. Era um sinal de que Elvis estava de facto atento ao que se passava. As suas gravações caseiras feitas na primavera de 1966 incluem Elvis e amigos a cantarem material de Dylan, muito provavelmente inspirados por versões de Peter, Paul and Mary, mas Tomorrow is a Long Time Elvis encontrou num álbum pela cantora de folk, Odetta.

Passou mais de um ano até Elvis ter feito outra tentativa para atualizar a sua posição musical. O objetivo era realmente disponibilizar material extra para o álbum da banda sonora de Clambake. Foram marcadas sessões para agosto de 1967 em Los Angeles. Conta a lenda que um acidente de automóveis que envolveu um dos empregados de Elvis foi o que provocou o adiamento das sessões e foram remarcadas para setembro nos estúdios da RCA em Nashville, mas o investigador Bill Bram investigou esta história só para descobrir que o acidente teve lugar em 1963, o que nos deixa sem nenhuma explicação para o motivo das sessões terem sido adiadas. Nenhuma das canções da banda sonora de Clambake tinham potencial para serem um êxito, por isso parte da agenda era gravar material suficientemente forte para ser lançado em singles. Elvis tinha ouvido o disco, Guitar Man, do cantor de country/guitarrista/compositor, Jerry Reed, e achou-o ótimo. O novo responsável pelas sessões de gravação, Felton Jarvis, apresentado como substituto de Chet Atkins para as sessões de maio de 1966, entrou em contacto com Reed e trouxe-o para as sessões (conta a lenda que, direitinho de uma pescaria para o estúdio). As sessões de setembro produziram vários ótimos desempenhos, mas foi com as duas primeiras canções, com Reed na guitarra, que Elvis trouxe algo de novo e inspirado para a sua mestria. Começaram com Guitar Man e continuaram com um êxito de R&B de Jimmy Reed de 1961, Big Boss Man. Aquelas músicas cheias de personalidade, que misturavam R&B e country, como Elvis havia feito no tempo da Sun, tinham também um som novo contemporâneo, nada como o que ele tinha feito antes. Ambas as faixas, assim como outras três destas sessões, foram incluídas no álbum de Clambake e com Big Boss Man primeiro e Guitar Man depois, lançaram-se dois singles para estimular a venda dos álbuns. No entanto, nenhum dos singles teve grande impacto nas tabelas, com os 38º e 43º lugares respetivamente na tabela Hot 100 da Billboard, com o album a sair-se não muito melhor (40º lugar) na tabela Top LPs da Billboard que o seu antecedente de banda sonora cinematográfica (47º lugar).

Este trata-se de um álbum que nunca teria existido. Com uma mão cheia de singles retirados das sessões de 1966 e 1967 que não conseguiram grande coisa nas tabelas, não havia potencial comercial para lançar um álbum de estúdio e, sob o ponto de vista contratual e de gestão, parecia mais sensato concentrarem-se em apoiar financeiramente os contratos cinematográficos, do que combinar estas gravações em estúdio num álbum. O período de tempo de maio de 1966 a setembro de 1967 também tornava a saída de um álbum pouco provável, mas ao combinar estas gravações originais, não só criam um álbum verdadeiramente agradável, como também documentam um período da carreira de Elvis em que ele andava decididamente à procura de um novo estilo, mas ainda demonstrava a sua capacidade de interpretar uma grande variedade de material de uma forma convincente.

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