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ARTISTAS PORTUGUESES HOMENAGEIAM ELVIS PRESLEY EM TRIBUTO RARO EM PORTUGAL


Nota: NÃO são os artistas portugueses que constam na foto que escolheram publicar.

António Carlos Coimbra e Francisco Peças são os artistas que, a 2 de fevereiro, usarão fatos dos anos 60 e poupas no cabelo para uma homenagem a Elvis Presley (1935-1977) que dizem "rara em Portugal".

Evocando o 79º aniversário do chamado "Rei do Rock'n'Roll", o encontro deverá reunir em Oliveira de Azeméis mais de 100 pessoas para um espetáculo que, segundo declararam à Lusa os dois artistas de tributo a Elvis, é frequente na oferta cultural de outros países, mas em Portugal está praticamente limitado a festas privadas e palcos de hotéis.

"Lá fora as pessoas são mais apaixonadas pelo Elvis do que nós pela Amália," garante António Carlos Coimbra, que concilia a vida de empresário do ramo musical com as atuações "presleyanas" em hotéis e eventos privados.

"Aqui as pessoas quase nem sabem que há espetáculos destes disponíveis," acrescenta Francisco Peças, que só se especializou na interpretação de Elvis em 2008, mas também combina a gerência de um estabelecimento de restauração com o mesmo tipo de concertos.

Em comum, os dois portugueses têm a devoção a um artista que consideram "intemporal" e em cujas interpretações já conseguiram distinguir-se: Francisco venceu em 2008 um programa televisivo nacional dedicado a Elvis e António Carlos ganhou o prémio de "Melhor Apresentação" num concurso do Hilton de Las Vegas.

Para Francisco Peças, o fascínio geral pelo "Rei" deve-se ao seu "enorme talento", à sua presença em palco e também à sua "grande humildade". Diz que "não é à toa que muitos dos grandes artistas de hoje se inspiraram nele ou que grupos com os U2 e os Rolling Stones gravaram nos mesmos estúdios onde ele gravou."

Já António Carlos Coimbra realça que Presley "foi um bom rebelde, inovou com a sua música, rodeou-se sempre dos melhores músicos e compositores, tinha uma forma única de se apresentar em palco e soube reinventar-se constantemente ao longo dos anos 50, 60 e 70."

Não será por acaso, afinal, que ainda hoje continua a ter mercado. "Tudo o que se relaciona com o Elvis vende, há sempre artistas novos a fazerem versões das suas músicas e por alguma razão ele tem mais sucesso que a maioria dos artistas vivos," observa.

Apesar desse reconhecimento pelo estilo próprio do músico e ator norte-americano, os dois portugueses que lhe prestam tributo fazem questão de realçar que não são imitadores do "Rei". Ensaiam principalmente para manter memorizadas as letras das canções e nos seus espetáculos evitam copiar-lhe os gestos e os passos de dança.

"Isso era cair no ridículo," alega Francisco Peças. "Elvis só houve um e o que nós fazemos em palco é homenageá-lo, recordá-lo, demonstrar-lhe o nosso carinho e ajudar a mantê-lo vivo," esclarece.

Concordando que os maiores cuidados na sua recriação física são realmente os que se prendem com o vestuário, o cabelo "à Elvis" e as suíças compridas na barba, António Carlos Coimbra defende que as emoções acabam por ser o que mais pesa em cada um desses concertos.

"Há pessoas que nem são assim tão fascinadas pelo Elvis e num espetáculo destes acabam a chorar," explica o cantor, que acredita ter uma voz "naturalmente parecida" com a de Presley.

"Para essas pessoas, ouvi-lo ali é voltar atrás no tempo. É regressar aos dias e aos sítios onde ouviram e dançaram Elvis na sua juventude e essas são quase sempre memórias boas e felizes," conclui.

Mais detalhes sobre o almoço-convívio de homenagem a Elvis Presley em Oliveira de Azeméis podem consultar-se em www.elvis100percent.com.

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