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Iniciativa. Aníbal Simão transformou a barbearia num museu que evoca o cantor de Memphis. No domingo, realiza-se um evento que juntará uma centena de fãs no "Rei Dom Pipas."
- Alberto Oliveira e Silva.

No próximo domingo, das 13 às 18 horas, o restaurante "Rei Dom Pipas", em Oliveira de Azeméis, será "palco" de uma "Celebração - Inédita em Portugal - da Vida de Elvis Presley", que este ano já teria comemorado o seu 79º aniversário se fosse vivo.

O evento surgiu da paixão do oliveirense Aníbal Simão, um ultra-fã do Rei do Rock desde os seus 12 anos - conta 63 atualmente -, e do envolvimento da revista "Elvis 100%", dirigida por Célia Carvalho.

Juntaram-se as vontades e a disponibilidade de Francisco Peças e António Carlos Coimbra, dois artistas que foram considerados os melhores imitadores de Elvis Presley em concursos realizados em Portugal e em Las Vegas (Estados Unidos), respetivamente, e está montado o cenário para um almoço pontuado pela música e pelo revivalismo. Registe-se que a lotação prevista - 120 lugares - já foi esgotada.

Barbeiro de profissão, Aníbal Simão começou há quatro anos a transformar o seu local de trabalho, situado no centro da cidade e Oliveira de Azeméis, num museu que presta tributo a Elvis Presley e à sua paixão pelo mítico cantor.

O dia do evento iniciar-se-á com uma visita à barbearia-museu, onde os presentes encontrarão, além da música do homem de Memphis, todo o tipo de artigos e objetos - fotos, cartazes, discos, recortes de jornais, bandeiras, relógios, canecas, entre outros, até um canário chamado Elvis -, que recordam o cantor e provam a paixão deste "Elvis de Oliveira de Azeméis", como é designado por muitos em Terras de La Salette, o que, confessou, até lhe agrada.

Aníbal Simão salienta que são muitas as pessoas que entram no estabelecimento só para apreciarem o acervo que ele contém. "Vem gente de fora, mesmo de países como da Alemanha, a Rússia e a Venezuela," disse ao Diário de Aveiro.

Acrescentou que continua a receber - quase diariamente - itens para a barbearia-mseu, que já vai vendo o seu teto em vias de ser ocupado.

"Era um sonho meu fazer qualquer coisa aqui que homenageasse o Elvis," sublinhou, referindo-se a um evento na sua cidade. Tinha, até, em declarações à Agência Lusa, lamentado que, em Portugal, não prestem ao mítico rockeiro "tanta atenção como no estrangeiro".

Em 2002, Aníbal Simão esteve em Memphis, no Estado do Tennessee, onde visitou Graceland, a propriedade, com mansão, de Elvis Presley, que evoca a sua vida e obra. "Foi um dos momentos mais maravilhosos da minha vida," acentuou, manifestando o desejo de lá voltar.

É impossível não lhe notar um fervor quase místico quando fala do seu ídolo e do pequeno museu que lhe criou. Realçou que as netas - a Sofia de oito anos e a Filipa de quatro - já integram o Clube de Fãs de Elvis em Portugal e garantiu que, não raras as vezes, importantes acontecimentos da sua vida pareceram ter acertado agulhas com episódios marcantes da vida do Rei do Rock.

CULTO A UM ÍDOLO

Em declarações à Agência Lusa, Francisco Peças e António Carlos Coimbra salientaram que, ainda não se presta o devido culto à vida e obra de Elvis Presley.

"Lá fora, as pessoas são mais apaixonadas pelo Elvis do que nós pela Amália," disse António Carlos Coimbra. Com Francisco Peças a avisar que os portugueses, em geral, "nem sabem que há espetáculos destes disponíveis."

"Talento" e "humildade" foram predicados que, segundo Francisco Peças, garantiram a imortalidade ao cantor.

António Carlos Coimbra considerou que Elvis Presley "foi um bom rebelde", que "inovou com a sua música."

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