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Ciclo de Filmes de Elvis na Cinemateca - Como Foi

Jailhouse Rock
8 de setembro – 22h30

Foi muito agradável chegar à Cinemateca e ver o cartaz dedicado ao ciclo de Elvis, com uma foto do Rei, na fachada do edifício. Toda a gente que passava o podia ver. Ainda não tinha estado na Cinemateca desde que fizeram obras e é mesmo um espaço muito agradável. Lá dentro também haviam expostas algumas matérias e fotos sobre o Rei. Os convites que a Cinemateca teve a amabilidade de reservar para nós estavam sempre à nossa espera. Também tivemos autorização para distribuir panfletos publicitários do Clube em todas as sessões. E como era bom, chegar lá e ouvir Elvis cantar em NBC TV Special, de 1968, que esteve a dar em sessões contínuas, completamente grátis…!

Antes do início desta primeira sessão, uma representante da Cinemateca, na pessoa de Antónia Fonseca, fez uma apresentação do Elvis 100% ao microfone (já me haviam avisado com antecedência que teria de fazer um breve discurso de abertura ao ciclo dos filmes):

“Boa noite a todos. Hoje vamos iniciar um ciclo de filmes dedicados a Elvis, que organizámos em parceria com o Clube de Fãs de Elvis 100%. Todos os sábados irá dar um filme do Rei. E agora vou passar a palavra à Presidente do clube, pois ninguém melhor do que ela para falar sobre Elvis!”

“Olá, boa noite. Chamo-me Célia Carvalho e pertenço à Direção do Clube de Fãs de Elvis em Portugal, Elvis 100% - Still Rockin’! Este Clube foi fundado em 2001 e ainda durante esse ano, por sugestão de um jornalista que nos entrevistou, contactámos a Cinemateca, pois nem sequer nos tínhamos lembrado disso. Na altura sugerimos um mini ciclo de filmes de Elvis e a nossa sugestão foi aceite, o que agradavelmente nos surpreendeu. E em novembro desse ano apresentaram dois filmes de Elvis, ainda no Palácio Foz, nos Restauradores. Este ano – e porque fez 30 anos que Elvis morreu em 16 de agosto – voltámos a contactar a Cinemateca para, desta vez, sugerir um ciclo um pouco maior, o que também foi aceite. Estou a ver aqui muitas caras jovens no público, que provavelmente irão ver Elvis pela primeira vez no grande ecrã. Falando por mim, sei que todos nós, da geração mais nova, nunca pudemos comprar um bilhete para ir ao cinema ver um filme de Elvis e, por isso mesmo, ficamos tão gratos por este tipo de iniciativas. A primeira vez que vi Elvis no grande ecrã, teve de ser no estrangeiro. Por isso mesmo, ainda bem que existe uma Cinemateca! Hoje vai ser apresentado um filme dos anos 50, que é já considerado um clássico, espero que gostem de o ver no grande ecrã, bem como os que hão-de vir. Muito obrigada à Cinemateca e também por terem vindo!”

Foi giro ver o filme ser projetado, ver as pessoas tão atentas e interessadas, apreciar o intervalo e a substituição da bobine do filme, como era feito antigamente! Quando chegou ao fim, houve uma salva de palmas. Foi um serão diferente, bem passado.

Fun in Acapulco
15 de setembro – 22h30

Tal como já havia acontecido na semana anterior, um grupo de sócios do clube juntou-se com antecedência para jantar juntos antes de rumar para a Cinemateca. Uma noite muito agradável, com bom tempo e boa companhia.

Ainda houve tempo para conhecer uma cara nova, o Sr. Francisco Pinto, já meu “conhecido” por email, mas não pessoalmente, bem como a sua filha, Sofia (que descobri ser também fã de Elvis e a neta, a Raquel). A conversa estava tão boa que tivemos de ser “corridos” do bar da Cinemateca! Mas continuámos a conversa lá fora, seguindo depois cada um o seu caminho, fazendo planos para o fim de semana seguinte.

Flaming Star
22 de setembro – 22h30

O filme pelo qual eu mais esperava ver deste ciclo de filmes, Flaming Star, foi o que teve menor aderência por parte do público e dos sócios deste clube. A Esplanada esteve muito vazia. Mas este foi, sem dúvida, o melhor filme de todo o lote. Não pude deixar de pensar naquela velha máxima de que os filmes de Elvis eram mal publicitados e as pessoas não aceitavam bem quando iam ao cinema e depois não viam Elvis a cantar… não sei. Os anos já se passaram, a publicidade agora é feita corretamente. E as pessoas não aderem tanto. Fiquei a pensar: será que as pessoas, apesar de criticarem, não gostam é mesmo de ver Elvis em filmes sem grande ação, sem grande história e com bonitas paisagens, mulheres e muita música…?

Blue Hawaii
29 de setembro – 22h30

O último filme deste ciclo, que era para ter sido Harum Scarum, foi substituído por Blue Hawaii. O motivo prendeu-se com o facto da bobine do primeiro filme sugerido estar em muito más condições para ser passada. O Presidente da Cinemateca, o Dr. João Pedro Bénard, ligou-me no dia 7 de setembro (antes da projeção  do primeiro filme) para me dizer que tinha uma má notícia para me dar. Mas quando eu soube do que se tratava, até acolhi a mudança com satisfação, visto que, para quem já viu e sabe, Harum Scarum é um dos piores filmes de Elvis! Não pude deixar de comentar isso mesmo com o Dr. Bénard e ele até me disse porque motivo eu não lhe tinha logo dito que era assim. Porém, como sei da dificuldade que há em conseguir bobines de filmes de Elvis, é óbvio que não iria fazer qualquer exigência desse tipo. No início desta nossa iniciativa conjunta, enviei uma lista com os títulos dos melhores filmes de Elvis.

O tempo neste dia não ajudou, pois esteve sempre a chover. Deste modo, o filme passou para a sala Félix Ribeiro e não foi projetado na Esplanada como todos os outros. Talvez também por causa do mau tempo, foram muito poucas as pessoas que apareceram, o que não deixa de ser triste e/ou lamentável.

Do Clube, como também já tem vindo a ser hábito, foram muito poucos os que apareceram. Porém, esses agradeceram-me sempre muito pela oportunidade e pelo meu empenho em levar avante este projeto em conjunto com a Cinemateca. Sendo assim, aqui ficam os meus agradecimentos aos sócios que aderiram a esta iniciativa.

Resta-me também agradecer à Cinemateca, a todo o simpático pessoal da projeção e bar/restaurante/esplanada e, em especial, ao Presidente, Sr. Dr. João Pedro Bénard, à Sra. Sofia Cardoso e à Sra. Antónia Fonseca. - Célia Carvalho 

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