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A RECORDAÇÃO DE ELVIS, KATHY E J.D. "PARA NÃO RIR"

Os video clips e fotografias que postaram de Elvis a rir fizeram-me lembrar desta história.

Não se esqueçam que sem contar com a falta de 8 horas de sono, a pior coisa que um cantor pode fazer para a sua voz é rir. Tira a flexibilidade à voz e pode levar dias para recuperar. Os cantores aprendem todos a rir sem danificar as suas vozes. Bem, como sabem, o sentido de humor de Elvis era escandalosamente engraçado, assim como o da maior parte de todos os elementos do grupo. E uma noite calhou que Elvis e eu começámos a gozar com a “Gargalhada de Cantor” de J.D. (se bem que, se ELE se risse, a sua voz ficava ainda mais grossa... e, logo, melhor!). Vou tentar fazer com isto se pareça com o J.D. a rir.


Legenda: 23/06/1973, Uniondale.

“A HA HA HO... A Ha Ha Ho”. Elvis e eu começámos a gozar com ele, dizendo, “Se te vais rir, ri!” E começámos todos a rir com as nossas “gargalhadas de cantor”. E então o J.D. disse-nos, “Essa é a gargalhada mais estúpida que já ouvi vinda de vocês os dois. Se VOCÊS os dois se vão rir, então riam, raios vos partam!” (estou a citar... desculpem, mas J.D. podia safar-se bem a praguejar... era tão engraçado). Isto continuou durante um bocado, depois quando chegou a hora do concerto... aconteceu um desastre. NENHUM DE NÓS CONSEGUIA CANTAR NOTAS AGUDAS, E/OU O QUE DEVÍAMOS CANTAR. TÍNHAMOS ARRUINADO AS NOSSAS VOZES. Depois daquele concerto, foi ficando cada vez pior. Rimos até não termos mais vozes para rir o mais alto que podíamos. Isto continuou durante uns dias, até... RECEBERMOS ORDENS PARA OS TRÊS NÃO NOS VOLTARMOS A ENCONTRAR E/OU A VER ATÉ NOS PORMOS BEM. O medo era que não conseguíssemos atuar, claro... e tinham razão. Não conseguíamos.

Bem, CLARO! TUDO ISTO PIOROU TUDO! Não éramos capazes de cantar em cima do palco por nos termos rido. Foi horrível. Alguma vez se sentiram assim numa igreja ou noutro sítio qualquer onde sabem que não se devem rir?

Tenho uma ‘IMAGEM FOTOGRÁFICA NA MINHA MENTE’ DE ELVIS A SAIR DO SEU CAMARIM, J.D. DO SEU, EU DO MEU… E DE TODOS NOS ENCONTRARMOS NO CORREDOR. TODOS OS ROSTOS A TENTAR NÃO DESATAR A RIR OUTRA VEZ DURANTE VÁRIOS DIAS. HOMENS AGARRAVAM ELVIS PELOS COTOVELOS DE AMBOS OS LADOS, A MIM TAMBÉM, E AO J.D. E ESCOLTAVAM-NOS “PARA LONGE UNS DOS OUTROS”... Até entrarmos no palco. Podem imaginar o que aconteceu sobre o palco naquela noite. Eu não era capaz de olhar para NINGUÉM. Elvis estava sempre a beliscar as pontas dos dedos para impedir-se de rir. Eu tentava manter os olhos fechados e pensar nalguma coisa trágica. Claro que nada disto funcionou.

Conseguimos, ao SERMOS MANTIDOS AFASTADOS UNS DOS OUTROS durante uns dias, mas depois… bem, lá conseguimos rir com as nossas “Gargalhadas de Cantor”. E calculo que assim tenha sido por a isso termos SIDO FORÇADOS.

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