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A MINHA PRIMEIRA "EXPERIÊNCIA COM ARMAS" COM ELVIS


Legenda: Em Graceland, Elvis exibe uma das suas armas após o casamento de Sonny West em 28/12/1970.

Acabei de receber uma mensagem sobre Elvis e as suas armas. E lembrei-me deste pequeno episódio. Cá vai.

Esta foi a minha primeira apresentação a uma arma pelas mãos de Elvis. Não estou certa da data, mas foi em 1970 ou ‘71, em Vegas. Tínhamos decidido tomar o pequeno almoço na sala de jantar na suite do International/Hilton hotel, com os guarda costas porque todos tínhamos tempo livre e, tal como qualquer outra ‘família’, tínhamos muito para falar e pôr em dia. Nesta manhã em particular (lembrem-se que “manhã”, para nós, seria sempre volta das 16h00), a mesa estava uma “confusão”. Toda a gente falava ao mesmo tempo, a contar uns aos outros sobre as suas férias. Eu estava a falar sobre um trabalho em estúdio que tinha estado a fazer e a brincar com o meu “recém conquistado” prémio da exposição e Campeonato Nacional de éguas. Elvis estava no topo da mesa, eu estava sentada do seu lado esquerdo.

Aparentemente, Elvis queria chamar a minha atenção ou pôr “ordem no tribunal”, por isso, disse calmamente, “Toma atenção.” Eu estava ocupada a falar com o Charlie que estava sentado do lado oposto e acho que o ignorei. Ele repetiu, “Kathy, escuta!” Ouvi-o, mas... sim... acho que voltei a falhar, e desta vez ele tocou-me num ombro e gritou, “ESCUTA-ME!” Santo Deus, não sei porquê... mas continuei a terminar o que estava a contar ao Charlie e aquilo que tinha começado. Não foi muito boa ideia. (Nota... estou a rir-me tanto enquanto escrevo isto que as lágrimas já me enchem os olhos).

Enquanto Elvis se apercebia que eu não estava a captar, ele continuou por meter uma mão numa bota e tirar a sua pequena derringer. Disparou vários tiros para o teto. Os rapazes responderam imediatamente, abrigando-se debaixo da mesa enquanto pedaços do teto de estuque caíam por cima dos nossos pequenos almoços. Eu não sei se estava só dormente ou tão habituada ao comportamento imprevisível de Elvis, que limitei-me a ficar sentada à mesa e a tentar terminar o pequeno almoço, enquanto tirava os bocados do teto do meu prato e das minhas roupas. (Claro que fiquei com os ovos estragados e tinha acabado de lavar a cabeça). Quando o tiroteio finalmente terminou, os rapazes espreitaram por de sob a mesa. Lembro-me de ver o Red West (só os olhos dele), a olhar para mim, e então perguntei calmamente, “Red, passas-me, por favor, as torradas?” Foi então que o recém “perturbado” Elvis desatou a rir de uma forma histérica o que, como é óbvio, pôs toda a gente a rir e a sentir-se mais à vontade.

Enquanto todos voltavam cuidadosamente a sentar-se à mesa, Elvis começou a gritar, “A Kathy tem aqui uns nervos de aço! Nada, mas mesmo nada, abala aqui a Minnie Mouse!” Ele continuou a rir-se, a gritar e depois andou a contar esta história durante dias.

Ainda estou perplexa. Não acredito que tenham sido nervos de aço. Sinceramente, nem sei o que foi ou porque motivo não reagi como provavelmente deveria ter reagido. Foi depois de muitas ameaças de morte e ameaças de bomba posta que comecei a reagir e talvez de uma forma muito paranóica a qualquer som alto ou que se assemelhasse a um estoiro... até mesmo a rolha de uma garrafa de champanhe a saltar. E foi por isso que os rapazes se abrigaram. Eles já estavam habituados às ameaças. Eu tinha ainda muito para aprender, senão por outro motivo que não o de evitar tomar duche ou mudar de roupa duas vezes no espaço da mesma hora.

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