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ENTREVISTA COM GLEN D. HARDIN - 19 DE JUNHO DE 2002
    
Legendas: Glen hoje e Glen, jovem. A Banda TCB: Jerry Scheff, Ronnie Tutt, James Burton, Glen D. Hardin, John Wilkinson e Charlie Hodge.

"Eu achava que Elvis era o pior pianista que já tinha ouvido na vida!”

Glen D. Hardin tocou na banda de estrada de Elvis nos anos 70 durante seis anos, como pianista e arranjando canções como The Wonder Of You, Let It Be Me e I Just Can't Help Believin'. Antes disso foi um músico de sessão, bem como compositor, altamente procurado, trabalhando com artistas tais como Merle Haggard, George Jones, The Everly Brothers e Ricky Nelson. Depois de deixar Elvis, em 1976, andou em tournée com Emmylou Harris, John Denver, The Crickets e, desde 1997, com o espetáculo ELVIS THE CONCERT. Nesta entrevista falámos sobre os anos que passou com o Rei. 

Começou a trabalhar para Elvis em fevereiro de 1970. Quais foram as suas primeiras impressões dele?
A primeira vez que o vi e toquei num ensaio, gostei muito da sua companhia. Era muito divertido, muito simpático. Não trabalhávamos muito, só tocávamos, ríamos, contávamos anedotas... Ele parecia ser um homem bastante comum. Gostei muito da sua companhia.

Musicalmente falando, ele contribuía com muitas ideias?
Naquela altura não reparei muito nisso porque limitámo-nos a tocar algumas das suas canções antigas. Mas a partir dali, sim, ele contribuía imenso. A maior parte das vezes ele sabia imenso sobre o que queria e era muito claro sobre as coisas. Era especialmente bom a trabalhar com os cantores. Deixava grande parte da orquestração comigo e eu fazia as coisas como eu queria. Era muito fácil de trabalhar com ele. 

Tem-se dito que ele tinha dificuldade em aceitar o criticismo…
Bem, não me lembro de alguma vez o criticar de caras! (ri-se) Mas não, não sei, não me parece que ele fosse assim. Acho que ele conseguia receber orientações muito bem. De facto, quando ele fez todos aqueles filmes, ficou conhecido por ser bastante cooperativo. Ele limitava-se a fazer o trabalho o melhor que podia. 

Quantas canções ensaiou aproximadamente em fevereiro de 1970?
Oh, meu Deus, foram imensas, se bem me lembro. Elvis adorava reunir-se. Com ele era muito mais do que nos reunirmos para trabalhar. Ele adorava estar connosco, ficar com os rapazes e passar uns bons momentos. Mas quando estava determinado, conseguíamos fazer muita coisa. Lembro-me que ensaiámos uma data de canções. E algumas só ensaiámos uma vez, para o caso de ele as querer cantar. Então, fazíamos imenso trabalho – eram muitas canções. Mas acho que a maior parte de nós tinha crescido ao som da música dele e conhecíamo-la. Não era como se tivesse de aprender muitas coisas.

Elvis tocava com bastante frequência piano em privado. Ele tocou alguma vez  consigo?
Juntos, não. Sei que ele tocava um bocadinho... eu achava que ele era o pior pianista que já tinha ouvido na vida! (ri-se)

Como é que começou a arranjar material para ele?
Foi logo desde o início. Ele chegou um dia e começou a cantar Let It Be Me, a canção dos Everly Brothers. A orquestra fez um intervalo, ele começou a cantar e nós começámos a tocar com ele. Mas ele não  sabia  a  letra, não  se  conseguia lembrar. Eu também não sabia. E quando a orquestra regressou depois do intervalo, ele disse:  ”Bem, talvez possamos trabalhar nesta canção amanhã ou quando eu conseguir a letra.” E então, quando os ensaios acabaram nesse dia, fui até lá acima e telefonei para Los Angeles e consegui a letra. Sentei-me ao piano e fiz todos os arranjos. Organizei tudo para ele e tinha tudo pronto no dia seguinte. Contratei algumas pessoas para copiar a música e tudo isso. E quando ele voltou para ensaiar, pedi a um segurança para me informar quando ele viesse a descer o corredor. Quando ele vinha mesmo a entrar, comecei a tocar com a orquestra e ele viu logo o que era. Entreguei-lhe uma grande folha com as letras da canção. Ele adorou. E é uma canção tão bonita, uma das que realmente não podemos deixar passar. E foi assim que começou.

A sua primeira sessão de gravação com ele foi em março de 1972. Houve uma grande diferença entre tocar ao vivo e no estúdio?
Pensava que tínhamos gravado antes disso, mas não tenho a certeza. Foi em ’72?

Sim, março de 1972, na RCA de Hollywood.
Podia jurar que tínhamos gravado antes de 1972... 

Sim, mas isso foi ao vivo.
Ah, pois, estou a ver. Sim, há uma grande diferença entre tocar ao vivo e tocar para gravar discos. Tem de se ter muito mais cuidado quando estamos no estúdio, ao passo que num concerto ao vivo podemos fazer coisas... você sabe, ser mais descuidados. Ali não é preciso ser tão perfeito como no estúdio.

Em junho de 1972 o concerto de Elvis foi até Nova Iorque – Isso deve ter sido especial.
Está a referir-se a Madison Square Garden? Sim, foi especial. Ele estava a cantar de forma fabulosa. Bem, ele sempre cantou bem, mas a   mim  pareceu-me  que nunca o ouvi cantar melhor. Fiquei desiludido quando o disco saiu, porque o som não me pareceu nada bom. Parecia ligeiramente acelerado. Acho que trataram o som posteriormente, ouvi, e ficou muito melhor. 

Sim, é verdade.
Fiquei mesmo dececionado em ’72. Acho que só ouvi o disco uma vez. 

Mesmo assim, acho que tem um som melhor que o álbum do Aloha. A mistura do som parece muito grave.
Sempre achei que as misturas de som de Elvis eram terríveis. Mas ouvi dizer que já trataram esse espetáculo. De facto, ouvi-o e achei-o maravilhoso, o Aloha remisturado. Mas fiquei sempre dececionado com os álbuns de Elvis, do som que tinham.

E Elvis alguma vez fez um comentário sobre isso?
Não, nunca o ouvi dizer nada.
 

Parece-me estranho que vocês tenham um som muito melhor noutros álbuns de outra era, tais como, por exemplo, nos discos de Emmylou.
Sim! Não sei mesmo quem era o responsável por isso, mas acho que era o Coronel. Podia ter sido muito melhor.

Tem algumas recordações especiais do concerto de Aloha?
Sim, tenho imensas. Gostei mesmo desse. Divertimo-nos muito.

Ensaiou muito para esse concerto?
Fomos para o Hawaii e ensaiámos um pouco.


Legendas:
Elvis, com Glen D. Hardin no fundo. Banda TCB de então: James Burton, Glen D. Hardin, Jerry Scheff e Ronnie Tutt.

Em fevereiro de 1973 houve um incidente sobre o palco, em que algumas pessoas subiram ao palco e começou uma luta...
Não sei muito bem, pareceu ter acabado mesmo antes de eu... acho que foram dois fulanos que tentaram subir para o palco. O Red e o Sonny West agarraram-nos. Os fulanos que tentaram subir para o palco tinham lá alguns amigos que se queriam envolver numa luta. Mas havia demasiada segurança à volta e foi tudo impedido muito depressa. 

Convivia com Elvis?
Bastante, sim. Era uma pessoa com quem era muito fácil a gente sentar-se e falar, e falávamos de tudo e mais alguma coisa. Era um muito bom ouvinte. Adorava contar histórias, adorava ouvir histórias, adorava estar com os rapazes e divertir-se. Ele sentia-se mesmo à vontade assim que ficávamos atrás de portas, as fechávamos e ninguém podia entrar. Éramos todos rapazes do Sul, sabe, e então era quando podíamos ser nós mesmos. Dar umas gargalhadas e passar uns bons momentos. 

Ele falava do início da sua vida?
Sim, ele costumava falar muito sobre o início da sua carreira.

Ele tocou em Lubbock, no Texas, várias vezes em 1955. Foi vê-lo ao vivo nessa altura?
Sim, fui. Se a memória não me falha, ele estava... De repente, estavam a passá-lo na rádio. Da primeira vez que veio a Lubbock, foi até a um concessionário de automóveis. Tocaram sobre as traseiras de um camião. E acho que ele conseguiu 75 dólares por essa atuação. Dois ou três meses depois regressou, e acho que ganhou 600 dólares por um concerto. Isso é bastante bom. Depois disso voltou outra vez e depois passou a ganhar 6.000 dólares por cada espetáculo! Por aqui pode ver como as coisas funcionaram tão depressa para ele. 

Há uma foto de Elvis a ser atacado por uma multidão em Lubbock e Buddy Holly está nessa foto.
Uma vez fui a um concerto de Elvis e Buddy também estava lá.

Conheceu Buddy?
Conheci-o, mas não muito bem. Comecei a tocar com os Crickets só depois da sua morte.

Há pouco falávamos de Elvis em privado. Notou alguma diferença nele depois do divórcio?
Sim. Acho que isso o magoou profundamente. Ele não era capaz de lidar com a rejeição. Acho que amava muito Priscilla e penso que ele desejava que nada daquilo tivesse acontecido.

E acha que isso, na sua opinião, afetou os seus espetáculos?
Não, não me parece. Acho que passou a ter mais cuidado com as canções que cantava porque não queria que as pessoas pensassem que ele estava a cantar para Priscilla, muito embora ele estivesse...

Há um diálogo num concerto em setembro de 1974 onde ele não pára de dizer que You Gave Me A Mountain não tem nada a ver com a sua vida. Dizia-o quase como se se quisesse convencer a si próprio.
Sim, exatamente.

Vou passar-lhe outra parte do diálogo desse concerto para você ouvir (o "diálogo das drogas" é passado).
(pausa)… Ele estava a consumir drogas quando disse tudo isso. Tomava drogas medicamentadas, sabe. Estava redondamente enganado em relação a algumas coisas. Ele achava que as drogas que comprávamos nas ruas eram perigosas, mas achava que se as comprássemos a um médico, não faziam mal. Todos nós sabemos que não é assim que funciona. Ele estava bastante pedrado quando disse tudo isso. É muito triste. Já há muitos anos que não pensava nisso, mas é muito real e sinto-me muito triste com isso.

Por volta dessa altura, parecia haver algumas diferenças na banda. Muitos não se sentiam muito felizes com o grupo vocal de apoio masculino, os Voice, enquanto Elvis brincava com o baixista Duke Bardwell, sobre o palco...
Bem, o Ronnie, o Jerry, o James e eu, todos nós sempre nos demos muito bem e não me parece que teríamos permitido que qualquer coisa, nessa altura e agora, se intrometesse entre nós. Por isso, não permitimos que nos afetasse. Talvez tenha afetado algumas pessoas... Aqueles fulanos dos Voice, eu não faço ideia nenhuma porque motivo estavam ali. Não os achava nada de especial. Acho que talvez fossem bons em separado, acho que o pianista deles, Pete Hallin, da Suécia, era excecionalmente talentoso, mas quando os juntávamos, não tinham interesse nenhum para mim. Por isso, não sei porque estavam lá, mas também não durou muito. Também não me parece que o público lhes ligasse muito. 

Na mesma gravação de setembro de 1974, Elvis fá-los cantar três ou quatro canções, e eles aborrecem-me imenso!
Sim!

Segundo o novo livro de Peter Guralnick, Careless Love, Elvis começou a fazer comentários sarcásticos sobre si em palco depois de Duke Bardwell ter saído, particularmente em dezembro de 1975.
Não, não me lembro de nada disso... Não, acho que ele nunca me fez isso. Isso é incorreto. Se ele tivesse sido injusto comigo, ter-me-ia ido embora. Fui-me mesmo embora pouco depois disso, mas porque já estava farto daquilo tudo. Já fazia o mesmo há 6 anos e queria trabalhar com Emmylou Harris. 

Tem-se dito que a maior parte dos elementos da banda TCB quiseram deixar Elvis no início de 1976, porque vocês não aguentavam ver Elvis a deteriorar-se.
(acena que sim) Sim, eu fui-me mesmo embora. De qualquer das formas, já em 1975 eu estava a trabalhar com Emmylou. Ela marcava todos os seus concertos levando em consideração os concertos de Elvis, para nos poder ter com ela. Nesse ano trabalhei bastante. Toquei em todos os concertos dela e de Elvis também. Tive de desistir de um dos dois e não queria deixar a Emmylou. E a situação com Elvis estava a ficar triste. 

A última sessão de gravação que fez com ele foi em Graceland, em fevereiro de 1976.
Não chegou a lado nenhum. Estivemos para ali imenso tempo antes sequer de ele começar a trabalhar. Tinha-lhe dito que tinha de viajar para a Inglaterra na sexta ou no sábado, quer tivéssemos acabado, quer não, mas Elvis só começou a gravar na quinta feira. Então, fui-me embora e foi o David Briggs, ou outro qualquer, que veio tocar por mim.
 

Têm havido alguns rumores sobre canções que foram gravadas durante essa sessão, como Feelings e America The Beautiful.
Não me lembro de Feelings e também não me lembro de America The Beautiful. Estou sempre a ouvir falar disso.

Há alguns segundos dessa canção numa das cassetes gravadas, mas o resto foi apagado.
Houve alguém que me perguntou se não teria sido porque ele tinha dito algo de terrível sobre a América. Acho que ele nunca  teria feito isso. Mas se o fez, fico contente se Felton o apagou. Pois acho que Elvis não estaria a falar a sério, ele era muito patriótico.

 
Legendas: A Banda TCB de agora: James Burton, Ronnie Tutt, Jerry Scheff e Glen D. Hardin. A Banda TCB, ao vivo.

Lembra-se da versão "triste" de Hurt?
Sim.

Era um reflexo do seu estado de espírito na altura?
Eu acho que sim, não é? Muitas pessoas acham essa versão maravilhosamente engraçada, mas para mim é terrivelmente triste. Acho que eram as drogas.

Esta foi a última vez que o viu, e ele morreu um ano depois. Isso foi uma surpresa?
Não particularmente.

Como soube da notícia?
Por acaso estava em Memphis e a trabalhar com Emmylou. Éramos o espetáculo de abertura num concerto de Willie Nelson. Saí ao início da tarde, fui até ao café comer qualquer coisa e foi o baterista de Emmylou, John Ware, que me contou. Não quis telefonar a ninguém, pois de qualquer forma, eu não poderia fazer nada. Claro que fiquei triste quando soube, mas não fui ao funeral nem nada disso. 

Temos estado a falar sobre algumas das coisas más, mas...
Oh, eu só me lembro das coisas boas. Houve tantos bons momentos. Acho que já lhe contei mais a si hoje do que a qualquer outra pessoa, especialmente para um gravador. Não gosto muito de falar sobre isto e talvez não volte a fazê-lo. Mas sabe? Não há nada que eu possa acrescentar sobre o que já se disse sobre as drogas e tudo o mais. Sei muitas coisas sobre Elvis que nunca contei a ninguém. Ninguém tem nada a ver com isso. Coisas que eu não gostaria que ninguém contasse a meu respeito. Não me importo de falar sobre ele consigo e com os fãs que se interessam por saber, porque sei que eles sentem por ele o mesmo que eu. Amam-no muito e merecem saber a verdade.

Acho que muitos fãs ainda se interrogam sobre o que aconteceu a Elvis nos anos finais.
Acho que grande parte dos problemas de Elvis eram culpa do Coronel Tom Parker. Elvis deveria ter viajado pelo mundo inteiro, deveria ter-se divertido a tocar para os seus fãs de todo o mundo. O mais triste é que eu e o resto dos rapazes estamos agora a tocar no mundo inteiro para todos os géneros de pessoas. É maravilhoso, sabe, viajar pelo mundo, divertirmo-nos, experimentar comidas diferentes, ver como os outros vivem, gozar a vossa hospitalidade nos vossos bonitos países e tudo isso. É uma pena enorme que Elvis nunca tenha experimentado nada disto. Ele queria, sei com toda a certeza que ele queria. Teria sido hilariante para ele.

Ter-lhe-ia proporcionado um novo desafio.
Oh, certamente que sim, sem dúvida. Acho que teria dado alguns dos melhores concertos da sua vida, se o tivesse feito. Quando nos reunimos e viemos até à Europa para fazer o concerto com o cartaz enorme, sentimo-nos subitamente tristes com o facto de que, ali estávamos nós, tantos anos depois, a fazer o que ele nunca conseguiu. E isso é uma pena.

Falando outra vez sobre o Coronel, tenho a impressão que você não gosta muito dele...
Bem, mal o conhecia. Nunca tratei de nada com ele. Nenhum de nós na banda. Tratávamos de tudo com Elvis. Acho que era assim que Elvis queria, não queria que o Coronel interferisse com o aspeto musical. O Coronel era muito exigente com o dinheiro, claro. Ficou MALUCO quando soube quanto Elvis nos estava a pagar. Mas eu não gostava dele. Dirigiu-me a palavra duas vezes em 6 anos! 

E o relacionamento dele com Elvis?
Acho que Elvis deveria ter-se visto livre dele anos antes. Ele queria fazer isso. Por estranho que pareça, ele tinha uma espécie de medo que... Quando ele começou, estava a tocar na rádio e tudo isso, as pessoas adoravam-no, mas não estava a ganhar dinheiro nenhum. E acho que ele tinha a sensação que já estavam juntos há tanto tempo, e que o Coronel já lhe tinha organizado tantos negócios que, se ele dissolvesse a parceria, então, de repente, podia acabar tudo.

Quer dizer assim mais ou menos como um amuleto de sorte, algo que traz boa sorte e má sorte se for deitado fora?
Má sorte se o deitarmos fora, sim. Para o final ele não gostava nada do Coronel e falava muito mal a respeito dele. 

E, no entanto, nunca realmente lhe fez frente.
Por qualquer motivo, nunca o fez. Talvez as drogas tivessem algo a ver com isso, não sei.

Agora está outra vez a tocar atrás de 'Elvis' em ELVIS THE CONCERT.
Sim, é muito divertido. É um espetáculo incrível. Muito embora estejamos sobre o palco durante duas horas, parece-nos que só estamos lá durante uns poucos de minutos. Passa sempre tão depressa. E os fãs adoram. Temos reparado que há imensas pessoas na casa dos 20 anos no público, e até mais jovens.

Estivemos na Finlândia e havia lá uma menina linda. Tinha para aí uns 11 ou 12 anos. Estava mesmo à frente do palco e via tudo como se estivesse no circo. Adorou tudo e cantava todas as canções. Talvez os pais dela fossem fãs de Elvis, mas foi mesmo maravilhoso de ver. Há por aí toda uma nova geração de pessoas. 

Muito obrigado pela entrevista.
Ora essa. Gostei muito de a dar...

Fonte: Elvisnews.com

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