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ENTREVISTA COM BEN WEISMAN - 27 DE FEVEREIRO DE 2005

   
Legendas: Ben Weisman, pouco antes de morrer; Elvis com Ben Weisman. 

Existe uma fotografia sua com Elvis com o que parece ser uma placa. Pode contar-nos um pouco sobre a história de fundo desta foto?

Bem, Elvis e eu tirámos uma foto juntos porque escrevemos uma canção intitulada I’ll Be Back, que foi votada para o Top Dez na categoria cinematográfica. Foi a primeira vez que um filme de rock and roll esteve para ganhar um possível Oscar. E então tirou-se a foto para fazer promoção, onde estávamos os dois. Ficámos bastante amigos. Entrámos no Top Dez. Não chegámos ao Top Cinco por pouco. Mas há pelo menos uma canção que Elvis conseguiu ter no Top Dez na academia cinematográfica. E então, assim posámos. Foi para essa foto que fizemos a pose. Promoção.

 

E havia alguma categoria específica para isso?

Era pela melhor canção num filme.

 

Quando é que começou a escrever canções para Elvis?

Eu tinha um contrato com um senhor chamado Jean Aberbach e a editora Hill and Range. Na altura eu estava em Nova Iorque. E ele disse, “Ben, temos um novo talento, queremos publicar o trabalho dele. E queremos que o oiças.” E em 1956 vi o Tommy  Dorsey Show, onde Elvis atuou pela primeira vez. E foi fantástico. Voltei à editora e ele disse, “Okay, Ben, agora queremos que escrevas canções para ele.” Ele queria que escrevesse estilos diferentes. E eu era capaz de escrever qualquer estilo. E assim estudei Elvis para saber como melhor o abordar. E em 1956 escrevi uma canção chamada First In Line, que ele gravou. Fiquei tão contente por isso.

 

Conte-nos como foi o seu primeiro encontro com Elvis.

Conheci-o em Hollywood. Fui de avião de Nova Iorque até Hollywood e na altura estavam a fazer um filme chamado Loving You. E eu queria conhecê-lo. Então sentámo-nos na sala dos controlos. Aaron Schroeder, que era o meu parceiro, sentámo-nos à espera dele. Ele estava a gravar e não estava a trabalhar a minha canção, Got a Lot O’Livin’ to Do, e fiquei assustado. E o que aconteceu foi, entre a gravação de takes, eu saí dali para fora. Ele estava a tocar a sua guitarra, perto do piano. E sentámo-nos e começámos a tocar blues com ele. E ele ergueu o olhar e disse, “Quem és tu?” Disse que me chamava Ben Weisman. E ele disse, “Espera aí, não foste tu que escreveste uma canção chamada Got a Lot O’Livin’ to Do?” E disse, “Espera aí, Ben.” E juntou os seus músicos e gravaram a canção naquele preciso momento.

 

Quando Elvis fez Loving You, conheceu a mãe dele?

Não, não conheci a sua mãe. Mas no filme Loving You, vêmo-la na cena, no final, quando ele está a cantar Got a Lot O’Livin’ to Do. Podemos vê-la, a bater com os pés. E ele a descer o corredor, a olhar à volta, na realidade está a olhar para ela. Foi divertido.

 

Você escreveu bastantes canções para cada filme. Como conseguiu fazer isso?

Bem, o que acontecia era que eu morava em Nova Iorque e enviavam-nos os argumentos, a mim, a Leiber e a Stoller, a muitos outros compositores. E todos tínhamos de lutar por cada canção nos filmes. Todos fazíamos as nossas demonstrações, e um senhor chamado Freddy Bienstock pegava naquilo tudo e ia para Hollywood. E depois tocavam-nas para os produtores. E os produtores escolhiam umas sete ou oitos canções para cada cena. E depois apresentavam-nas a Elvis, ele escolhia umas duas ou três e decidia qual queria experimentar primeiro. Era tudo um jogo. Naquele tempo era bem complicado.

 

Você escreveu Don’t Leave Me Now. Recebeu a inspiração da vida diária ou foi algo criado para se adequar àquilo que Elvis estaria a fazer no filme?

Bem, cada cena exige um certo tipo de canção. E tento sempre fazer com que a canção se encaixe na cena. E foi por isso que Elvis gravou 50 das minhas canções. Eu olhava para a cena e estudava o argumento. E depois produziria uma canção que achasse se adequava à cena em questão. Era assim que conseguia ter boas hipóteses de ver a minha canção a ser escolhida. E Don’t Leave Me Now entrou em Jailhouse Rock. Ele gravou essa.

 

Elvis chegou a dizer-lhe que tipo de canções é que gostava de cantar?

Não, o que eu fazia era estudar os seus álbuns. E mais ou menos tentar entrar na cabeça dele e perceber o que é que ele queria ouvir. E assim, também com as canções que escrevi… tentei sempre puxar um pouco mais por ele. Em vez de ser sempre o mesmo tipo de canções de rock. Ele adorava baladas. Adorava cantores como Perry Como e Dean Martin. E então escrevia canções que se encaixassem nesse estilo. E ele queria-as. Gravou a maior parte delas.

 

Também escreveu algumas canções que foram títulos de filmes, tal como Follow That Dream. Podia falar dessas?

Bem, vejamos. Escrevi Frankie and Johnny, era uma canção antiga folk que adaptámos para o filme. E de facto, essa até tem uma história engraçada. Porque o maestro não apareceu para a sessão no dia em que era suposto Elvis gravar essa canção. E Elvis disse, “É melhor vires para aqui.” Então fui eu que orientei a banda, para Elvis gravar Frankie and Johnny. Foi uma das poucas vezes que entrei no estúdio para orientar a banda. E depois há uma história engraçada, que se transformou em King Creole. King Creole inicialmente intitulava-se Danny. Era uma canção que eu tinha escrito para Elvis, também chamada Danny. Mas depois decidiram mudar o nome do filme para King Creole. Danny ficou, assim, de fora. Só foi lançada muitos anos depois.

 

Quando é que tinha oportunidade de ver Elvis? Era com bastante frequência?

Bem, normalmente via Elvis nos estúdios. Porque caso alguma coisa não corresse bem, sabe, se não corria bem, era melhor eu estar lá para ajudar. Nas demonstrações e no estúdio. E eles ouviam-nas. E tentavam na realidade copiar o que ouviam. Por isso eu certificava-me sempre para que as demonstrações fossem muito boas.

 

Como era trabalhar com Elvis?

Elvis, bem, ele tinha disposições diferentes. Às vezes estava na brincadeira. De outras vezes era bastante sério. Muitas vezes gravava uns 32 takes só para conseguir obter o que queria. Era bastante sério. Mas também era brincalhão. Por isso, era… tinha disposições diferentes, no estúdio.

 

Alguma vez se aborreceu com algumas das partidas práticas de Elvis?

Ele costumava chamar-me Professor Maluco. E às vezes fazia-me cócegas quando estávamos no estúdio, para brincar um pouco. Era um tipo fantástico. Tenho realmente imensas saudades dele.

 

Porque é que ele lhe chamava Professor Maluco?

Bem, eu não tenho o aspeto de um tipo de rock and roll. Você sabe, o aspeto típico. Na realidade, o meu passado foi música clássica. O que me ajudou imenso a compor algumas das canções. Porque Elvis gostava dos clássicos. Costumava tocar Clair de Lune ao piano. E ele adorava os clássicos, o que foi muito bom para mim.

 

Ele gostava de canções ritmadas como Pocketful of Rainbows?

Sim. Pocketful of Rainbows. E ele gostava. A cena passava-se num teleférico com a Juliet Prowse. E tentei fazê-lo cantar algumas notas mais agudas, com algum falsete. Tentava fazer coisas diferentes com ele. E ele alinhava comigo. Ele parecia gostar disso. Mas houve uma canção minha que ele não gostou mesmo nada, chamada It’s a Dog’s Life. Não suportava a canção. Mas precisavam dela para o filme, ou para a cena. Ele tentava cantá-la, mas desmanchava-se sempre a rir. Não era capaz de a cantar. Lá conseguiu finalmente gravá-la, mas a meio da canção já se estava a rir.

 

Uma das canções mais apreciadas de Elvis é Wooden Heart. Pode falar-nos um pouco sobre isso?

Bem, há uma cena em que Elvis está com Juliet Prowse a ver um espetáculo de marionetas. Precisavam de uma canção que se ajustasse. Então tivemos a ideia de um coração de madeira (wooden heart), que representa uma das marionetas. Também se baseou numa velha canção folk alemã, que era o que queriam. Por isso, funcionou às mil maravilhas. De facto, quando estive em Gstad, na Suíça, fiz lá um concerto com músicas de Elvis. E tocámos essa canção, o que deitou a casa abaixo. Não queriam que eu saísse do palco. Adoraram a canção.

 

Chegou a ver Elvis a atuar ao vivo?

Bem, foi mais quando ele estava em Vegas. Era fantástico, brincava imenso e era um talento fabuloso. Sinto tantas saudades dele.

 

Como era Elvis com o seu público?

Bem, Elvis adorava o seu público. Podia ver-se à distância. Era como um romance. Sabe, quando ele entrava no palco, ele parecia… identificava-se com eles. E era por isso que as pessoas o adoravam. Ele podia identificar-se com elas. Era como um caso amoroso, entre ele e o público. E isso podia sentir-se na forma que ele cantava. Tinha um contacto espetacular com as pessoas.

 

E como é que o público reagia para com Elvis em Las Vegas?

Adoravam-no. De facto, as mulheres costumavam atirar com chaves dos seus quartos para o palco, sabe? As chaves dos seus quartos no Hilton. E adoravam-no. Nunca vi esse tipo de amor entre as mulheres e Elvis com outros artistas.

 

Como era o ambiente em Vegas? Havia eletricidade?

Ele entrava numa sala e as pessoas podiam sentir que ele tinha entrado. Ele tinha esse tipo de carisma. Tinha um tipo de carisma que fazia as pessoas sentirem quando ele entrava numa sala.

 

O que é que distinguia Elvis dos outros artistas?

Bem, antes de mais, Elvis nunca se esqueceu das suas raízes. Sabe, era camionista em miúdo. E trabalhou em vários sítios a fazer várias coisas. Mas nunca mudou. Nunca se esqueceu das suas raízes. De facto, os amigos dele que trabalhavam consigo, metade deles acho que eram da área onde ele vivia. E ele queria manter essa parte à sua volta, para ainda poder sentir-se como se estivesse em casa. Deste modo, tinha relacionamentos excelentes com as pessoas e as pessoas adoravam-no.

 

É capaz de falar dos amigos de Elvis de Memphis?

Bem, um dos meus favoritos era Joe Esposito. Era o braço direito. Protegia-o. Acho que era um dos meus favoritos no grupo dos seus amigos. E outros, mas Joe era o meu preferido.

 

Chegava a ver Elvis nos intervalos das filmagens em estúdio?

Do cinema? Sim, via-o nos intervalos. E era muito amável comigo. Muito, muito caloroso e, tal como já disse, sempre tivemos um bom relacionamento.

 

Você escreveu 57 canções para Elvis. De quais é que se orgulha mais?

Bem, houve um filme chamado King Creole, esse foi o meu filme preferido. E escrevi uma canção chamada Crawfish, outra As Long As I Have You e Don’t Ask Me Why. Essas são as minhas canções preferidas. Acho que foi um dos melhores filmes que ele fez. Sabe, ele podia ter sido fantástico – podia ter feito muito mais nessa área. Mas queriam mantê-lo leve. As pessoas criticavam os seus filmes, mas não o deviam fazer, porque ele fazia o que lhe pediam. E para além disso, todos os seus filmes sempre se venderam muito bem. Venderam bastante e foram muito bem sucedidos. E acho que os seus filmes são muito, muito limpos. São saudáveis. Não há asneiras nem nada disso. Na realidade eram filmes bem inspiradores, na minha opinião.

 

E Elvis alguma vez falava consigo sobre os filmes que estava a fazer?

Não muito, não. Ele era… você sabe, tal como disse, passava-se muito tempo em estúdio. E também voltei a encontrar-me com ele no Hilton, anos depois. Depois de um dos seus concertos. Um ano antes de ele ter morrido. Fui convidado para ir até à sua suite. Subi e sentei-me com um dos seus amigos. Estavam lá muitas celebridades. Sentei-me ali e não tinha muito que dizer. Ele reparou em mim, chamou-me e disse, “Ben, quantos discos é que gravei teus?” E eu respondi que tinham sido 57. “Cinquenta e sete, chega aqui,” e puxou-me para a frente da multidão e disse, “O Ben escreveu 57 das minhas canções e vou… façamos-lhe uma ovação.” Pegou em mim ao colo e divertiu-se imenso comigo. Era uma pessoa com um fundo muito bom.

 

Pode falar sobre o lado espiritual de Elvis e sobre as canções que escreveu para ele nessa veia?

Elvis era um cavalheiro muito espiritual. E tinha um grande amor por Deus. Muito espiritual. E o que aconteceu foi que ele ia fazer um filme chamado Change of Habit. Era sobre três freiras e ele era médico. Então quis certificar-me que arranjava as canções certas para ele. Havia uma igreja em Westwood chamada St. Paul’s. Fui lá com a minha mulher e escutei as canções e como eles rezavam. E eles diziam… um dos pregadores dizia, oremos (let us spray). Eu disse, que lindo título. E então usei-o para uma das minhas canções. E também Change of Habit. E acho que Let Us Pray é uma das melhores canções de gospel preferidas que fiz para Elvis. Foi incrível. E We Call On Him foi outra canção com a qual ele fez um excelente trabalho. Fui capaz de captar o que ele queria ouvir.

 

Alguma vez teve intimidade com Elvis quando ele cantava gospel por aqui e ali?

Não, não estive com ele quando ele fez Change of Habit. Mas escutava os seus álbuns e as canções diferentes que cantava. E ficava bastante entusiasmado porque ele adorava música espiritual. E Let Us Pray foi uma das minhas preferidas. E We Call On Him, fez um magnífico trabalho com essa. Um cavalheiro muito espiritual. E as pessoas não se apercebem do quão bom era o seu coração. Sabe, conta-se muita coisa sobre ele por aí. Mas não as coisas que se deviam contar. Era um homem de boa natureza e amava Deus. Um homem muito, muito espiritual.

 

Porque motivo é Elvis ainda tão popular?

Sabe, Elvis é um fenómeno. Já não temos muitos cantores assim. Quer dizer, há cantores maravilhosos hoje em dia, mas não acho que consigam alcançar a estatura de Elvis. Porque ele tinha aquele tipo certo de magia que só surge uma vez na vida. Como também encontramos em Marilyn Monroe, Shirley Temple, você entende. Surgem muito poucos assim. Ele tinha esse tipo certo de magia que não somos capazes de encontrar nos dias que correm. Provavelmente ele viverá para sempre.

 

Como é que Elvis afetou a sua vida?

Bem, na realidade, tenho-o escondido na minha cave. Não, na realidade ele tem-me ajudado durante todos estes anos. Todos os seus discos continuam a vender-se tão bem. Ele tem sido maravilhoso. E sinto-me muito feliz por ter gravado tantas das minhas canções. Tenho muito por que lhe agradecer.

 

Deve sentir-se feliz por saber que tantas pessoas continuam a gostar das suas canções.

Bem, só porque Elvis cantou as minhas canções, isto tem-se espalhado pela Europa toda. E, tal como disse, já fui à Suíça e à Alemanha. E estenderam-me o tapete vermelho à frente. Porque sentem-se sempre tão felizes em me ver e eu fico tão entusiasmado. Sabe, também foi assim na Itália. E em várias partes diferentes do mundo. E quando ouvem dizer que trabalhei para Elvis é do tipo, Uau, e estendem-me o tapete vermelho para eu passar. Eu fui… isso abriu-me muitas portas. E fez-me ficar conhecido no mundo, o que aprecio bastante.

 

Consegue descrever Elvis numa única palavra?

Eu diria fenómeno. Um fenómeno. E também amor pelas pessoas. E as pessoas adoravam-no. Não se consegue encontrar muito isso hoje em dia.

 

Onde estava quando soube que ele tinha morrido?

Estava a fazer um programa televisivo chamado The Young and the Restless, quer acredite quer não. Lá nunca ninguém sequer chegou a saber que eu era compositor. E eu… tinha algumas falas para representar. Estava a representar. E num dos intervalos das filmagens, um dos cameraman disse, “Ben, temos notícias para ti. É melhor sentares-te.” Disse, “Porquê?” E eles disseram, “Bem, Elvis foi-se. Morreu.” A minha reação foi, “Vá lá, para com isso.” Mas ele disse, “Ele morreu.” E eu, “Não acredito.” E corri para o telefone. E a minha mulher disse-me que estava a dar nas notícias das televisões do mundo inteiro. E comecei a chorar. E foi muito difícil para mim continuar a representar. Fizeram-me repetir umas vezes até eu conseguir fazer o meu papel. Foi uma altura bastante… bastante má para mim.

 

Tem alguma coisa a dizer aos fãs de Elvis?

Gostava de lhes dizer obrigado por tudo. Obrigado por ele ter gravado as minhas canções. E por ter feito amigos por esse mundo fora. Também sinto muitas saudades dele.

 

Quais são as recordações que tem do Coronel Parker?

Bem, também tenho umas poucas de histórias engraçadas sobre o Coronel. Como daquela vez nos estúdios da MGM. Tínhamos lá um hangar. E várias pessoas do ramo publicitário. E sempre quis ser amigo dele. Ele era uma pessoa difícil de abordar. Então entrei no escritório e disse, “Coronel, você não gosta de mim, pois não?” Ele disse, “O quê?” Porque uma data de pessoas tinham medo dele. Eu não tinha medo porque não era ele que escolhia as canções. Queria ser seu amigo. Por isso disse, “Coronel, quero ser seu amigo. Quer dizer, Elvis já gravou tantas…” E ele disse, “Sou um homem de negócios.” E acrescentou, “Já te vou dizer o que vou fazer contigo.” Pegou numa grande folha de papel e escreveu 10% dentro de um círculo. E eu disse, “O que é isto?” Ele respondeu, “Ben, tenho uma ideia para ti.” E eu, “O quê?” Ele respondeu, “Cães.” E eu, “Cães?” “Sim,” respondeu ele. “Faz lá um álbum sobre cães. Com nomes diferentes de cães. E as pessoas vão comprar. Se o fizeres, quero ficar com 10%, certo?” Eu disse, “Certo.” Mas não sei como lá consegui chegar até ele e uma vez ele levou-me a almoçar. O que era muito invulgar, já que ele não convidava ninguém para ir almoçar. Também o levei a almoçar e ele sempre foi muito caloroso e amigável. Uma vez cheguei a dar-lhe uma placa de agradecimento por trabalhar com Elvis e por ter tanto sucesso.

 

Diga-nos como o Coronel Parker era na realidade.

Bem, na realidade, o Coronel Parker, para mim… eu acho que sem ele, talvez não tivesse havido um Elvis. É como eu vejo as coisas. Era um grande promotor. Tinha uma grande visão. E acho que sem o Coronel, Elvis… não sei se ele teria conseguido. Talvez tivesse conseguido com algum tempo, mas acho que o Coronel e Elvis faziam uma equipa perfeita. Era uma equipa perfeita.

 

O que é que o impressionava no Coronel Parker?

Bem, era um homem de negócios fenomenal. Incrível, com uma grande visão. Ele podia… podia ver até onde Elvis podia chegar. E planeava todas as coisas que Elvis fazia. Então acho que ele foi muito importante na vida de Elvis. Tal como disse, acho que sem o Coronel, talvez Elvis não tivesse chegado tão longe.

 

Ele estava sempre a empresariar Elvis, não era?

Tal como digo, sem a promoção e a visão do Coronel, não sei se Elvis teria conseguido. É essa a importância que lhe dou. E isso é muito importante.

 

Fonte: Internet.

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